Economia & Letras


Aguardem novidades!

Prezados,

É preciso acompanhar "o mundo"...

Pensando assim e pretendendo oferecer mais a quem me prestigia com seu interesse em meus textos, estou desenvolvendo um novo espaço para apresentar algumas de minhas ideias.

Oportunamente, esse "novo espaço" será devidamente anunciado por meio de um convite enviado a vocês.

Até breve!

 



Escrito por Ricardo Cintra/Profit Consult às 16h11
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Economia "e" Saúde (atenção para o "e") - Parte II

 Olá!

Senhores,

Conheçam a Parte II do texto que me foi encaminhado pela Nutricionista Clínica Iara, a partir do meu texto "Economia e Saúde e Eonomia e Saúde..."

Pergunto: quem somos nós, para DECIDIRMOS que samba e futebol alimentam mais que comida?

Explicações que ouço sobre a maravilha que será o Brasil sediar a Copa: o retorno com o turismo será muito bom, projeção do país, impacto positivo na geração de empregos, etc.

(...)

a)Emprego por quanto tempo? Qual salário destes pobres coitados?

b)Turismo? Espero que todos saibam muito sobre segurança alimentar, disponibilidade hospitalar decente, segurança pública, educação, abuso sexual de menores, dentre outros... para se vangloriarem de nossas ofertas de turismo...

c)Projeção do país? Não é suficiente o que se sabe sobre a administração do nosso país? Sobre nossos candidatos e sua história real? O que temos a projetar realmente será “BENÉFICO”? Os recursos financeiros que obteremos com este evento e a proposta de investimentos futuros serão voltados para o bem da nossa nação? Estas crianças que comem lixo terão a partir daí um prato com arroz e feijão, ou será que teremos mais castelos a disposição do seres “inteligentes”?

Deixo estas questões para os senhores fiéis defensores do mascarado  carnaval “feliz” e da  copa de 2014 responderem para sí mesmos!

(...) dizem que devem-se  plantar sementes – isso é o que importa! E CONCORDO PLENAMENTE! Mas, o caminho é longo...

O presidente Obama diz: “NÓS PODEMOS MUDAR.” – Eu acredito! E praticamente, uma nação   acreditou!

Muitos aqui, tenho certeza, que acreditam que possamos mudar, mas  uma nação de obesos, que com certeza grande percentual destes fazem parte do mesmo grupo de hipertensos e diabéticos e não têm iniciativa mínima de mudar sua própria situação e continuam a  trabalhar pela piora de seus prognóstico por várias razões (comodismo, desleixo, e o mais triste na minha opinião: falta de informação aos que não tem o privilégio de contar com ajuda profissional e com políticas  públicas de saúde que realmente se concretizam) fazem de nós, uma nação cada vez mais doente e de nada adiantará, na minha opinião, o crescente aumento dos cursos voltados a ES,  se não partirmos para a cura da doença.

Não adianta termos cursos, precisamos fazer a medicina preventiva e infelizmente, no Brasil, atualmente, a curativa, para a grande massa brasileira que está morrendo e outra que está se  matando e acha engraçado morrer feliz porque comeu o que e quando,  quis.

 A falta de educação nutricional é tão grande que chega a desalentar e para minha grande desolação e decepção pessoal, o mesmo ocorre com pessoas “tidas como instruídas” e “capazes” de enxergar o chão que elas mesmas pisam e não o fazem por puro COMODISMO, pois são diferenciadas da maioria esmagadora da população – estas pessoas têm a disposição a instrução e o acompanhamento profissional e desprezam isso da maneira mais dolorosa para o profissional atuante! Falta iniciativa, falta comprometimento, falta o pior sentimento que alguém pode ter com o outro: falta amor pelas pessoas que as cercam e falta responsabilidade, pois se ficarem aleijadas, se transformarão em um grande problema para estas que forem de certa forma, OBRIGADAS a cuidar destas pessoas, e isso por pura leviandade destas. Isso é justo, meus caros? Prefiro que os senhores respondam!

Por outro lado, falta ação efetiva dos “poderes” públicos aos que necessitam e querem ajuda e não têm.

Quanto ao imaginário da situação relatada no blog, minha opinião é que não precisamos imaginar a cena inicial relatada, basta enxergarmos o que há a nossa volta!

O cenário da obesidade, da hipertensão e diabetes em nosso país é assustador e cresce em progressão geométrica.

De uma forma geral, o caminho da reeducação alimentar, do cuidado com o peso ideal, do combate ao sedentarismo, do oferecimento de qualidade de vida e da obtenção de um povo mais saudável é sim,  um caminho longo,  mas diretamente dependente de uma nação mais exigente com os seus políticos, mais participativa, mais solidária com todos os que participam na destruição do mal e na luta pelo bem em comum. Só assim, teremos, inequivocadamente, uma a nação mais saudável, mais feliz (não só em alguns míseros dias do mês de fevereiro) e uma nação com um maior capital de vida com dignidade para as gerações futuras.

Para administrar a saúde pública, é necessário, na minha opinião, em primeiro lugar, termos saúde! E, infelizmente, esse não é nosso quadro atual.

Aproveitando o ensejo, embora quase nada se comente na mídia de nossa nação, gostaria de saudar todos os nutricionistas pelo seu dia (31 de agosto), caso o Economista Ricardo Cintra permita, e reafirmar sempre, que mesmo sabendo que a dificuldade do nosso trabalho a nível pessoal e nacional seja extrema, se conseguirmos salvar uma vida, na atual circunstância, valeu a pena!

“Como disse  “Jagger” uma vez: ‘Você não pode ter sempre aquilo que quer’”!

Pudera e quisera eu, como nutricionista clínica, poder aniquilar a obesidade, a hipertensão, o diabetes e a corrupção em nossa nação!!! Não seriam necessários tantos cursos de ES para tentar solucionar algo situado já no final da linha..."

 

(Fim da reprodução)

 

 Até breve!

 



Escrito por Ricardo Cintra/Profit às 21h33
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Economia "e" Saúde (atenção para o "e") - Parte I

Olá!

Recebi da Nutricionista Clinica Iara longo e detalhado texto em que opina, a partir da leitura que fez de meu texto "Economia e Saúde e Economia e Saúde...", sobre vários aspectos.

A agradecer à Dra Iara a honrosa e rica participação no Blog, digo-lhe que a importância da Saúde jamais será questionada por mim. Entretanto, não se pode deixar de considerar que para as melhorias serem viáveis é preciso...dinheiro.

Um orçamento público se faz em duas frentes: Financiamento (obtenção de recursos financeiros) e Investimento (aplicação de recursos financeiros). Se é necessário investimento em Saúde - e eu afirmo, também, que é - o dinheiro a ser investido tem que ser gerado, captado, tem que existir,  e é assim que surge a importância do Carnaval, do futebol e outras atrações turísticas. Para investir em Saúde (e em qualquer outra destinação relevante) é preciso dinheiro e disso não se pode fugir. Acredito que a preocupação da Dra. Iara, que me escreve, seja com a questão "prioridade". Aí, sim, cabe discussão, desde que os debatedores estejam municiados de dados que tragam consistência à discussão.

Os cursos são necessários, sim. Um dos fatores de melhora na Saúde do País é a cultura "mais" voltada para essa mesma Saúde. Cultura não se muda por ato administrativo ou "só" com dinheiro, mas também por ações voltadas à formação tecnológica e ideológica de um povo. Assim, se quisermos (e queremos!) melhorar a Saúde, além de dinheiro diretamente aplicado nela e com efeitos de curto e médio prazo, temos que pensar na mudança cultural, o que se faz, por exemplo, com programas educacionais, escolas e tudo isso esperando efeitos no longo prazo, infelizmente.

Nesta oportunidade, cumprimento a Dra. Iara pela passagem do Dia do Nutricionista (31 de agosto) e alio-me a ela no cumprimento aos seus colegas de profissão.

O texto que me foi enviado é muito longo pelo que vou publicá-lo em 2 partes, sendo esta a Parte I

(Início de reprodução)

Prezado Economista Ricardo,

Quando há a referência em seu texto “Não é à toa que se multiplicam no Brasil (Viva! Viva!) os cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado em Economia da Saúde”, e é verdade, o que me preocupa é o foco único nesta linha - a economia,  e não a qualidade de vida do ser humano (digo isso de forma direta, pois indiretamente ambos estariam atrelados, se efetivamente funcionassem...) e sendo assim,  algumas questões me preocupam muito, como por exemplo, será que o crescente de “pós” em ES seria a solução? Ou deveríamos, primeiramente saber e perguntar:

1-     Que nação doente é essa que se orgulha tanto do seu futebol, do seu “maravilhoso” carnaval (sobre cujos objetivos reais e atuais deste evento prefiro não tecer comentários), de ser a escolhida para a copa em 2014, mas se resigna diante da situação precária com que seus cidadãos são tratados na área da saúde?

2-     Que nação doente é essa que forma estudantes em medicina que ao atuarem, mal olham para seus pacientes (quando o fazem), não os enxergam, não os respeitam (salvo as exceções que sempre existem, aliás, faço questão de deixar isso claro em todo o conteúdo exposto aqui por mim – raras exceções, existem!);

3-     Que nação doente é essa que pode até curar alguns sintomas da doença, mas não a doença em função do total descaso político com a atuação da saúde pública, com o tratamento que se dá ao ser humano e os milhões investidos em purpurina (Exemplo: Notícia “FANTÁSTICA” – sediaremos a Copa de 2014!!!).

Com relação à Copa de 2014, na minha humilde opinião,  o Brasil já perdeu!

“A copa do mundo é nossa… Com brasileiro não há quem possa…” pois é... quando, com muito menos, poderiam ajudar muito mais.

Os bilhões que serão gastos ficarão esquecidos. O que poderia ser direcionado para compra de  equipamentos e  aparelhos para hospitais, estruturação de várias instituições, recuperação de infraestruturas dos municípios, tantos, extremamente carentes do Brasil, serão colocados literalmente em jogo. Jogo este, que se inicia, ironicamente,  já com o resultado final.

Infelizmente, quando se destacam carnaval ou a euforia do futebol, as pessoas esquecem que milhões de outras pessoas, que muito provavelmente também gostam de futebol, assim como elas, estão doentes e estão esperando em hospitais públicos o atendimento por horas; estão esperando pela liberação de uma cirurgia que não pode ser feita, mesmo sabendo que este SER HUMANO depende dela para SOBREVIVER à sua doença ou à sua hemorragia,  por falta de espaço/vaga no centro cirúrgico,  e muitas, quando são atendidas, não conseguem o tratamento necessário pela falta de aparelhos, ou pela infraestrutura muito deficiente. Mas, vamos gastar com a Copa, afinal, temos todas as condições para isso e brasileiro gosta de carnaval e futebol! Sendo assim, para que, investir em centros cirúrgicos? Deixemos que outras pessoas ”desconhecidas” morram; fazer o quê?

Vamos investir em “coisas” mais importantes para os brasileiros! Para que investir em aumentar o número de nossos especialistas nas várias doenças que temos no nosso país? Nosso corpo clínico é suficiente! Ninguém morre porque faltaram profissionais especializados ou porque faltou vaga no centro cirúrgico para salvar a sua vida. Ninguém morre porque a família não tinha o dinheiro para pagar a cirurgia particular, que neste caso, haveria vaga imediatamente à chegada deste SER HUMANO no hospital e este SER HUMANO morreu porque ficou na fila de espera do centro cirúrgico mais de três dias quando sua cirurgia deveria ter sido feita imediatamente à sua chegada no hospital! Ninguém morre porque teve infecção hospitalar em função de ficar internado no mesmo local que outros trinta pacientes com a mais variadas doenças infecto-contagiosas, todos juntos e este paciente tinha um foco enorme de contaminação aberto em função da sua doença. Mas, para que investir em mais leitos? Para que investir em mais vagas nos centros cirúrgicos?  Para que investir em educação? Vamos investir no que nos traz alegrias, certo? Vamos investir em mulheres que rebolam no carnaval, vamos investir nos “bicheiros”, vamos investir em chuteiras, isso é que traz a alegria da vida, certo? É nisso que temos que focar nossas atenções, nem que seja por alguns dias, pois tudo compensa.

 

Vamos deixar nossos pais morrerem por pura falta de atenção à sua saúde, mas vamos ser felizes em fevereiro, na Copa, nos torneios internos de futebol, etc.

Não conseguimos mudar o mundo mesmo, não é?  Um dia todos morreremos mesmo não é? Então, se morrermos antes, tudo bem, um dia isso iria acontecer mesmo! Vamos nos divertir no carnaval, na copa, que graças a Deus, o Brasil foi o escolhido, e com certeza, Deus é Brasileiro!

Para piorar nossa situação, se olharmos mais à nossa frente  veremos que o problema não é só na área hospitalar. Várias cidades não possuem ao menos asfalto, milhares de pessoas passam fome, muitas crianças comem lixo (eu presenciei isso em um trabalho durante minha graduação e nada no mundo me fará esquecer cada cena que presenciei e quem nunca viu isso, mesmo tentando,  NUNCA conseguirá imaginar o que é estar diante de tal cena, por mais que se esforcem) e ficam felizes quando o caminhão de lixo está chegando, pois chegou “COMIDA”, não importando se está junto com papel higiênico utilizado; muitas pessoas não têm emprego, vivem sob pontes. Eu poderia aqui, citar inúmeros exemplos, mas acredito não ser mais necessário fazê-lo, para um médio  entendedor.

É, na minha humilde opinião, uma insensatez a união da maioria do povo para o futebol e o   carnaval, quando isto  JAMAIS acontece para a política que irá reger a vida deste  povo brasileiro. Para mim, é insano focar recursos financeiros  em um país com doença crônico degenerativa em fase terminal, para “chuteiras”, enquanto perdem-sem vidas, vidas de pessoas honestas, corretas, trabalhadoras, mas que para muitos, não têm a menor importânica, aliás, para estes, são pessoas ignorantes. Tal atitude é uma total falta de comprometimento com o ser humano, principalmente porque estas pessoas têm ou acham que têm “saúde” e comer lixo é algo que nem passa pelas suas cabeças de tão absurdo e longe da realidade que isso possa ser – isso não existe!

Eu afirmo, aos desatualizados e aos caros seres “superiores” que se preocupam tanto com outros assuntos: EXISTE! Muitas de nossas crianças comem LIXO! Mas, nós não temos nada a ver com isso, não é mesmo? Vamos nos ater ao futebol e ao carnaval, afinal, precisamos de alegria ao povo!!!!!!

 

 

(continua no próximo post...) 

 



Escrito por Ricardo Cintra/Profit às 21h26
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Economia e Saúde e Economia e Saúde...

 Olá!

 

O prezado leitor já imaginou uma “nação doente”? Não? Então, faça o seguinte exercício, por favor: imagine um país com saúde pública abandonada; além disso, nesse país, haveria um enorme contingente de obesos e outros (igualmente significativos) de diabéticos e hipertensos. Nesse país, a mortalidade infantil seria absurdamente alta e a expectativa de vida de um indivíduo seria surpreendentemente baixa.  Escrever este parágrafo está sendo desesperador para mim, mas lê-lo deve estar sendo muito pior.

Pois é, senhores; como estariam os indicadores econômicos desse país? Como estaria a produção de riquezas de um país com força de trabalho insuficiente numericamente e, pior, com saúde fragilizada (faltando muito ao trabalho, aposentando-se precocemente por invalidez, morrendo enquanto empregado etc.)? Os senhores gostariam de passar férias nesse país, que, além do que já descrevi, seria reconhecido como um “núcleo de epidemias”? Certamente, o país imaginado teria os piores indicadores de desempenho econômico que se possam esperar.

Depois do cenário horripilante que desenhei introdutoriamente, estou certo de que os senhores começam a entender a importância da saúde para a economia de uma cidade, região, estado ou país (neste texto usarei, genericamente, o termo “região”). A chamada Economia da Saúde (ES), alia conceitos econômicos aos de diversas ciências da saúde no estudo das consequências, planejadas ou não, da gestão da saúde sobre a economia. Gostaria de deixar muitíssimo claro que, quando se estuda ES, pretende-se analisar os esforços empreendidos para a otimização do gerenciamento da saúde, com vistas a melhores resultados econômicos. Esses “melhores resultados econômicos” são, presumivelmente, geradores do tão almejado desenvolvimento.

O assunto é da maior importância, sem reduzir a importância de outros de que são exemplos a educação e segurança, também muito influentes na economia, mas voltemos à saúde ... Os gastos governamentais com saúde são muito menores (proporcionalmente à dimensão da população de cada região considerada) em uma região cuja população é saudável. Se as pessoas consomem mais remédios custeados pelos governos (municipal, estadual ou federal), deve estar claro que isso (a necessidade dos remédios) não é bom; se muitas pessoas se aposentam precocemente por doenças, os governos passam a custear, via previdência, um contingente improdutivo e em “idade economicamente produtiva”, isto é, o governo investe e não obtém retorno nesse particular.

O que me levou a escrever este texto foi a vontade de imaginar meus leitores mais atentos às atitudes da administração pública direcionadas à saúde, reconhecendo-as como fortemente influentes no tão desejado desenvolvimento econômico.  Tem-se, aí, um efeito recíproco muito interessante: a economia influenciando a dinâmica da saúde e a saúde exercendo forte influência sobre a dinâmica da economia. Não é à toa que se multiplicam no Brasil (Viva! Viva!) os cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado em Economia da Saúde.

 

Até breve!



Escrito por Ricardo Cintra/Profit às 13h05
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Lições da Crise de 2008 (lembrando a Comunicação)

 

Olá!

Dia desses, revendo meus arquivos, encontrei o texto reproduzido abaixo (em azul).

O artigo foi publicado em dezembro de 2008, portanto no "calor" da crise financeira que batia à porta do mundo, no Jornal do Meio  (Bragança Paulista). A Comunicação é capaz de criar heróis e vilões e o adjetivo do agente dependerá (muitíssimo) de sua competência (ou de sua equipe) em elaborar e apresentar ações para que "ess" comunicação ocorra. Convido os senhores a conhecer o texto, e tirar suas conclusões e, se possível, comentá-las neste espaço. Vamos ao texto?

 

(início da reprodução)

Algumas Lições da Crise

Dizem que em tudo de ruim há um “lado bom” e eu fico tentado acreditar nisso. A crise financeira que se abateu sobre muitos países, a partir dos Estados Unidos, poderá ser uma das grandes lições que tenhamos recebido em tempos modernos, no que se refere à Economia. Por que uma grande lição? Porque de um problema complexo só podem se esperar solução igualmente complexa e lição singular, diferenciada. O que aprendemos?

Aprendemos que um governante deve procurar manter a sociedade longe do pânico, mas deve utilizar a franqueza, as ações educativas (mesmo que em regime de urgência, como seria o caso desta vez); usar frases como “a crise não atingirá o Brasil” ou “será apenas uma marola”, ou ainda “a crise não é nossa, é deles” longe de trazerem benefícios aos governados, a eles trazem riscos potenciais e imediatamente efetivos.

Também aprendemos que, com a internacionalização dos mercados e a velocidade da comunicação que os avanços tecnológicos trouxeram e ainda trarão, o chamado “contágio” (benéfico ou nem tanto) se dá em velocidade assombrosa. Acabamos de ver isso acontecer.

Agora sabemos, também, que em se tratando de Economia, pode ser rápido desarrumar um sistema, mas, mesmo após rápidas medidas (como foi o caso no Brasil e em muitos outros países, felizmente) dos governos, reorganizá-lo poderá demorar. Enquanto a reorganização não ocorre os mercados ficam intranquilos, instáveis e isso se reflete no câmbio e nas bolsas.

Tem sido possível notar, desde setembro, que a informação é a melhor “arma” contra o temor generalizado, boatos, especulações irresponsáveis etc. Mais uma vez, tem-se que o governo é responsável pelo adequado esclarecimento à sociedade do que estiver ocorrendo. Não quero parecer insistente, mas uma frase como “o governo não criará pacotes”, proferida por nosso presidente e que se tornou ridícula a partir do fato de termos assistido à edição – quase diária! – de medidas para conter efeitos da crise sobre nossa economia, deveria ser substituída por “o governo tomará as providências necessárias e urgentes, simultânea ou gradativamente, para defender nosso país de efeitos mais agressivos da crise”. Ficaria mais decente, não?

Confirmei uma idéia que ouvi, há muitos anos,  de um superior meu: “É melhor ficar vermelho na hora, do que roxo depois”. Muitas vezes, ter que desmentir uma afirmação “pirotécnica”, tentar explicar o inexplicável ou dizer “veja bem” expõe ao ridículo a mais desinibida das criaturas. De setembro para cá, vimos isso várias vezes, não foi? Que se fale, então, o que tiver que ser dito e pronto! Faça-se isso com algum cuidado, mas tem que ser feito.

Finalmente, sem pretender esgotar o assunto, gostaria de ressaltar mais uma lição da crise: aprendemos que nosso país é forte, tem uma economia forte, povo forte, musculatura empresarial também forte. E quando chego às empresas, vem a vontade de pedir: senhor empresário, por favor, não reduza sua folha de pagamento com se fosse uma redução de gastos com brindes; antes de demitir porque o concorrente ou parceiro demitiu analise se demitir agora para contratar “daqui a pouco” é solução ou geração de problemas para sua empresa. O noticiário tem sido e ainda deverá ser repleto de informações sobre demissões em grandes empresas, mundo a fora, nos próximos meses. Temo que isso possa precipitar mais demissões, sem a devida análise ou com análise deficiente, principalmente nas empresas com estruturas menores. Torço para eu estar errado. (fim da reprodução)

 

Até breve!



Escrito por Ricardo Cintra/Profit às 11h30
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Reunião, decisão e ação: assim deveria ser.

 Olá!

 

Quantas reuniões são feitas em sua empresa, anualmente? Quantas soluções resultam dessas reuniões? Muitas? Que bom! Agora, apenas mais uma pergunta: dessas muitas soluções idealizadas, quantas foram implementadas? Arrisco imaginar que alguns leitores responderão que “das idéias anunciadas, poucas foram convertidas em ações”. Ao longo de alguns anos ouvi de muitos executivos, desabafos ressentidos a partir da conclusão de que muito do tempo investido na busca de soluções resultou em...nada.

O problema é antigo; em 2005, depois de estudar, durante quase dois anos, 50.000 empresas ao redor do mundo, um grupo de consultores estrangeiros publicou relatório que permitiu verificar a "lenta ou nenhuma" implementação de grande parte das ideias surgidas nas empresas, após reuniões, reuniões e mais algumas reuniões. A “grande parte” a que me refiro é quantificada pelos pesquisadores em 54%  das empresas observadas.

O relatório final apresentava diversos tipos de empresas, criados pelos pesquisadores. O tipo predominante (quase 30% da amostra) foi batizado de empresa “passivo-agressiva”, que reúne pessoas cientes do que fazer e que decidem tudo rapidamente, mas suas ideias não ganham vida, isto é, não são convertidas em ações, atitudes; apenas permanecem no papel. É difícil imaginar o desperdício de dinheiro decorrente de tudo isso? Muito dinheiro se perde e disso eu não tenho dúvidas.

Imagino que os senhores estejam desejosos de saber se empresas brasileiras foram incluídas no estudo e o que foi observado. Pouco menos de 500 representantes com “Ordem e Progresso” em suas bandeiras nacionais mereceram a atenção dos consultores e 37% delas, segundo o estudo, transformam ideias em ações e, melhor, rapidamente. Para aqueles que insistem em pensar que tudo está errado no Brasil, uma informação a mais: das corporações estadunidenses analisadas, 33% (por favor, comparem com os 37% do caso brasileiro) foram consideradas ágeis realizadoras. As empresas que mais se destacaram positivamente têm nacionalidade suíça e obtiveram a maravilhosa marca de 64%. Bem, senhores, o que pode ser depreendido de tudo isso? Gostaria de concluir meus comentários em duas partes; uma referente à administração de reuniões e outra à perspectiva de implementação de soluções.

A frase é antiga, mas sua mensagem é atual e, acredito, aplicável no futuro: “tempo é dinheiro”. Uma reunião ao ser agendada deve ter, além da definição do horário de início, duração estimada e horário de término anunciado. As divagações devem ser deixadas para o intervalo destinado ao cafezinho, se houver. Reuniões longas demais tendem a ser pouco produtivas em seus momentos finais, seja por exaustão dos participantes ou de suas ideias.

Penso que um dos critérios para aprovar uma nova solução deva ser sua exequibilidade. Entendo que, no momento em que uma nova ideia é decidida, não é possível a certeza absoluta de sua implementação, mas se a solução tiver mais que razoável teor de realismo, as chances de aplicabilidade serão maiores. O problema não reside em criar a solução e, eventualmente, não implementá-la ou fazê-lo muito lentamente. O que não se pode desejar é que isso ocorra com muita frequência, pois, assim, poderia estar caracterizada a administração para o desperdício (de tempo e de recursos humanos nesse caso).

 

Até breve!



Escrito por Ricardo Cintra / PROFIT às 15h44
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Tarifas bancárias: impossível receber devolução? Nem tanto.

Olá!

Finalmente uma notícia boa para clientes de bancos. No lugar de cartas de cobrança, estão recebendo avisos de devolução de dinheiro. Banco devolvendo dinheiro (cobrado indevidamente) ao correntista, voluntariamente? Devolvendo, sim; voluntariamente... não exatamente. Entenda.

O Banco Central do Brasil (BC) exigiu o ressarcimento aos que pagaram, ao longo de anos, por serviços que não podiam ser tarifados - boletos e carnês são exemplos perfeitos. Os bancos cobravam por folha emitida valores entre R$ 3 e R$ 5. Nosso BC entendeu que o serviço deveria onerar emissores do documento de cobrança: bancos, lojas e concessionários de veículos, exceto no caso da casa própria, considerado "serviço especial", pelo que pode ser cobrado. Os valores devolvidos deverão ser corrigidos segundo a variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Beneficiários potenciais devem ficar atentos e exigir eus direitos, agora mais do que nunca!

Até breve!



Escrito por Ricardo Cintra / PROFIT às 12h46
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Em busca do conhecimento, vai!

 Olá!

Dentre as minhas atividades, estão a organização, coordenação e apresentação de eventos ligados às Finanças, Economia e Comunicação. Isso faz com que eu tenha, há muitos anos, excelentes oportunidades de acompanhar o interesse das pessoas em melhorar seus perfis profissionais e acervo de conhecimentos.

Certa vez, li artigo sobre o expressivo aumento que a remuneração de contadores conhecedores de legislação internacional, sofreu a partir de janeiro de 2008: 25% em média, segundo o texto lido. É muita coisa, não é mesmo? Imagine-se com um salário de R$ 1.000, 00 em um mês e, já no mês seguinte, receber R$ 1.250,00; não se pode dizer que seja desprezível uma mudança como essa. O mesmo texto informa que um contador (com experiência na citada legislação internacional), com salário de R$ 10.000,00 havia recebido 20 ofertas de emprego em 3 meses. No exemplar caso dos contadores, o que  fez e faz a diferença? Conhecimento, treinamento, busca pelo melhor, pelo saber mais!

Semanalmente, recebo e-mails de alunos, ex-alunos e conhecidos de outros meios comentando intenções de fazer um curso, rápido ou de maior duração. Tenham 20, 30 ou 40 anos, as pessoas finalmente despertaram para a necessidade da chamada educação continuada, o que só merece comemorações. Certamente, há ainda os que estão esperando um milagre que não virá: o de ver-se valorizado por terceiros, sem que eles mesmos se valorizem.

Em meu relacionamento profissional, estão presentes representantes da área de recursos humanos, com os quais tenho especial prazer de conversar, sempre. De cada conversa extraio um novo ensinamento, uma nova diretriz ou aperfeiçoamento de uma diretriz a ser mantida. Estou sempre fazendo perguntas, bancando o “chatolino”, como diriam alguns vovôs e vovós em momentos de descontração. Costumo dizer que eu estudo “o tempo inteiro”, uma expressão certamente exagerada, mas que bem demonstra minha vontade interminável de aprender diversos aspectos, dos diversos campos de conhecimento. Não necessariamente referindo-me a dinheiro, estou certo de que essa prática me faz muitíssimo bem e isso, de alguma maneira, reflete nas pessoas de minhas relações. É por isso que eu valorizo a busca do conhecimento; não só porque sou educador, mas também porque, neste particular, pratico o que defendo, saio do mero discurso e vou à prática, saboreá-la.

Em clima de "retorno", o texto de hoje é um estímulo ao crescimento e não se cresce somente em “tamanho”, aliás, crescer (em seu melhor sentido) deve ser entendido como “aumentar capacidade de realizar, além da quantidade e qualidade das realizações” e, para realizar mais e  melhor, é preciso capacitação. É possível duvidar disso? Penso que não.

Para concluir... Discorri acerca do aprender, mas faltou um “pequenino” detalhe: aprender muito e guardar para si é pouco, mas aprender pouco e dividir o aprendizado com outras pessoas sempre será muito. A plenitude do estudar é alcançada com a repartição do que foi aprendido. Essa linha de pensamento, nos últimos anos, deixou o mundo acadêmico, ganhou as salas de reuniões nas empresas e continua avançando a passos largos. A capacidade de ser “desejado” por uma empresa está muito ligada ao mostrar-se profissional estudioso, curioso, desbravador de diversos assuntos.

Melhor é apressar o passo para acompanhar o “bonde da história”, mas, algumas vezes, ter a impressão de que um ou outro esforço não é notado fará parte do dia-a-dia. A eventual frustração de ver um empreendimento vulgar, não construtivo, até mesmo destrutivo, receber louros deverá fazer parte do universo de quem quer ver “o bem”. O diferencial, aí, será a perseverança e a crença de que o mal só triunfa na escuridão; diante da luz, ele se inibe, se apequena, tal e qual seus praticantes. Perseveremos, então!

 

Para refletir... Abençoado o homem [e/ou a mulher] que, não tendo coisa alguma a dizer, abstém-se de dar provas do fato com palavras.” (George Eliot)

 

Até breve!



Escrito por Ricardo Cintra / PROFIT às 22h32
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Retorno do Blog

Olá!

Dois meses sem postar uma letrinha sequer... Que "diário" é esse, não?

Senhores, diversos compromissos me impediram de fazer meus comentários neste espaço. Escolhas, escolhas, escolhas...

Fica, então,  o Blog reativado. É certo que não poderei postar textos diariamente, o que seria ideal, afinal a economia não "gira" em alguns dias, mas em todos eles. Tenho minhas limitações, tenho que ter uma agradável convivência com elas e assim será. Havendo oportunidade, estarei aqui comentando destaques da economia (nossa e dos outros).

Bom estar de volta.

Até breve!



Escrito por Ricardo Cintra / PROFIT às 22h18
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Atenção Economia! Hoje tem nova meta da SELIC!!!!

Olá!

Hoje, no final da tarde, os mercados conhecerão a nova meta de taxa básica de juros, a vigorar de amanhã (10 de junho) até 21 de julho.

Quem quiser perder "aposte" na manutenção da meta atual (9,50% a.a.) ou em sua redução. Quem quiser vencer a "aposta" deverá "apostar" na elevação da meta, ainda na esteira de conter inflação e crescimento (elevação de PIB, por exemplo), digamos, em cadência bonita mas perigosa. Se a nova meta for estabelecida em 10,25%a.a., muitos terão acertado suas "apostas" (até tentei não fazer esse último comentário, mas foi inevitável).

Aguardemos, pois.

Até breve!

 



Escrito por Ricardo Cintra / PROFIT às 10h53
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